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Boost

(2025)

Escopo

O segmento de veículos elétricos e híbridos tem crescido de maneira acelerada no mercado LATAM, e o Brasil é o principal consumidor continental do segmento. Entretanto, as condições estruturais não têm acompanhado equivalentemente o avanço da mobilidade prática regenerativa. Observando essa movimentação do mercado automotivo, liderei um projeto de pesquisa acadêmica [Unifor] em gestão empresarial de soluções inovadoras e sustentáveis na finalidade de desenvolver o protótipo de um sistema de mapeamento de pontos de carregamento e planejamento de viagens longas. O Boost é uma plataforma white-label com o objetivo de tornar a mobilidade elétrica ilimitada, derrubando as barreiras infraestruturais ainda persistentes no Brasil.

Roles

UX/UI

/

Product Design

Research

O processo de pesquisa estruturada partiu do maior problema presente no mercado de veículos elétricos (e híbridos, em parte): a limitação à rotas de longa distância.

A prática de desk researches para entender o mercado e suas necessidades, costumes de proprietários de veículos EV e PHEV foram estruturadas para ampliar o olhar do grupo sobre o tema. Para investigar ainda mais de perto, realizamos entrevistas com 3 usuários de veículos elétricos, todos donos de modelos populares no mercado (BYD e GWM). Tratamos os dados obtidos e o examinamos. Concluímos padrões de necessidades dos proprietários, que esclareciam os motivos de compra e uso. Um dado recorrente apontado expressa que todos os três entrevistados obtiveram seus carros devido à economia significante de abastecimento (que iam de cerca de R$1.300 ao mês, para apenas R$200 mês). Além de poupar com carga, os carros elétricos apresentavam uma qualidade de acabamento superior à modelos populares de marcas tradicionais, incluindo as inovações tecnológicas embarcadas nos modelos. O conforto e a praticidade de condução cotidiana fazem dos modelos elétricos opções muito competitivas e relevantes no mercado automotivo.

Entretanto, a limitação de viagens de longa distância era um ponto de desvantagem. Em estradas, há uma grande ausência de pontos de carregamento em postos. Além disso, achar oficinas mecânicas que possuem competência com veículos elétricos e híbridos é uma tarefa desafiadora de muita procura.

Tais pontos relevantes contribuíram para a ideação e desenvolvimento do projeto Boost.

Estratégia e Desenvolvimento

A fase de ideação do projeto contempla todas as necessidades dos usuários, além de atender positivamente as partes envolvidas (stakeholders). Após rodadas de pesquisas secundárias e primárias, entrevistas com proprietários do segmento, estudo de dados e análises mercadológicas, entendemos que o mercado necessita urgentemente de um incentivo estrutural e a quebra de barreiras que limitam a mobilidade do usuário. Acessibilidade à abastecimento, viagens longas e manutenção são os três pilares mais importantes para o sucesso pleno do segmento no Brasil, e isso moldou o propósito do estudo de caso.

Analisamos propostas similares, como o Tupi Recargas, PlugShare e ABRP. Encontramos pontos positivos entre as plataformas, mas também pontos negativos. Todos eram objetivos em mostrar pontos de carregamento em APIs de mapas. Os apps pecavam em overload de informações (o que perderia a intuitividade na usabilidade), paywalls e interrupções por anúncios, alto consumo de processamento de memória do dispositivo, bugs, baixo refinamento de interface, sem API do veículo e privilégio de empresas conveniadas, limitando o usuário de descobrir mais pontos de carga.

Projetado no canva de business plan, o Boost propõe diferenciais frente aos concorrentes analisados. Mapear, reservar e acompanhar o carregamento no ponto se destaca como o primeiro diferencial. O modelo de negócio também abrange veículos das mais diversas categorias (A, B, C e D), pluralizando o acesso à carregamento. O sistema também apresentaria dados traduzidos de consumo para o usuário. Um botão "Find" para detectar e visualizar os pontos de carregamentos e mecânicos mais próximos da localização do usuário. Também disponibilizaria um hub de contato com mecânicos especializados em veículos elétricos. Um modelo de negócio escalável e incentivador do mercado eletrificado.

Design sprints, fluxos e wireframes, prototipagem de baixa e média fidelidade resultaram na entrega de um protótipo funcionalmente prático e intuitivo. Testes de usabilidade indicaram sugestões de melhoria mais refinamentos.

Produto e Impacto

A entrega do protótipo hi-fi apresentava funcionalidades que tornariam o Boost [como modelo de negócio] um forte expoente no mercado. Num segmento automotivo muito crescente no Brasil, o Boost teria a missão de incentivar o acesso à mobilidade limpa de eficiente, com baixo impacto negativo no meio ambiente. O produto precisaria de mais refinamentos e amadurecimento de ideia, mas sua relevância para estudos acadêmicos e base de projetos futuros é clara.

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